Cirurgia de Pterígio: Preparo, Dia da Cirurgia e Recuperação

Por Dr. Diego Mascato · CRM-AM 8807 · RQE 4628

7 min de leitura · Atualizado em setembro de 2026

A indicação para cirurgia de pterígio chegou — e junto com ela, as dúvidas que quase todo paciente tem: o que fazer antes? Vai doer? Quanto tempo fico sem trabalhar? O que não posso fazer depois?

Este artigo responde essas perguntas com base no protocolo que sigo no Julia Herrera Hospital de Olhos. O objetivo é que você chegue no dia da cirurgia sabendo o que esperar — e saia pronto para uma recuperação tranquila.

Este artigo é para quem já tem a cirurgia indicada. Se você ainda está entendendo o que é o pterígio, comece por o que é pterígio e quando operar. Se a dúvida é se colírio resolve ou qual técnica usar, veja pterígio tem cura.

Antes da cirurgia: o que fazer

A preparação começa alguns dias antes. Seguir essas orientações reduz o risco de complicações e contribui para um resultado melhor.

Checklist pré-operatório
✓ Informe todos os medicamentos que usa — incluindo aspirina, anticoagulantes, suplementos e fitoterápicos
✓ Suspenda anticoagulantes e anti-inflamatórios apenas se o médico orientar — nunca por conta própria
✓ Não use lentes de contato nos 7 dias anteriores
✓ Sem maquiagem nos olhos no dia da cirurgia
✓ Venha acompanhado — você não poderá dirigir após o procedimento
✓ Roupas confortáveis; evite perfumes e sprays
✓ Se houver sedação, siga o jejum indicado pela equipe de anestesia
✓ Traga os colírios prescritos na consulta pré-operatória, se houver
⚠️ Avise antes se tiver: infecção no olho, conjuntivite, febre ou qualquer inflamação ativa nos dias anteriores. O procedimento pode precisar ser remarcado para garantir sua segurança.

O dia da cirurgia, passo a passo

A cirurgia é ambulatorial: você chega, opera e vai para casa no mesmo dia, sem internação.

1. Chegada e preparo

Admissão, encaminhamento para a sala de preparo e aplicação dos primeiros colírios anestésicos. A equipe de enfermagem faz a higienização e o preparo do campo cirúrgico.

2. Anestesia

A anestesia é local — colírio anestésico e injeção de anestésico ao redor do olho. Você fica acordado, mas não sente dor. Pode perceber luzes e sombras, não a cirurgia em si.

3. Remoção do pterígio

O tecido é removido da córnea e da conjuntiva com instrumentos delicados.

4. Enxerto conjuntival

Um pequeno fragmento de conjuntiva saudável é retirado da parte superior do mesmo olho — área coberta pela pálpebra — e posicionado onde o pterígio estava. É a etapa que mais reduz a chance de o pterígio voltar. Por que essa técnica faz diferença.

5. Fixação e finalização

O enxerto é fixado com suturas ou cola biológica de fibrina, e um curativo protetor pode ser colocado. O procedimento completo dura entre 30 e 45 minutos.

6. Observação e alta

Cerca de 30 minutos em observação, orientações pós-operatórias e receita dos colírios. Alta com acompanhante.

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Recuperação: o que esperar em cada fase

Período O que é esperado
Dias 1–3 Olho vermelho, sensação de corpo estranho, lacrimejamento e sensibilidade à luz. Colírios nos horários indicados
Dias 4–7 Desconforto diminui progressivamente. A maioria retoma as atividades cotidianas leves
Semanas 2–4 O olho ainda pode estar avermelhado enquanto o enxerto cicatriza — é normal
1–3 meses Aspecto do olho normaliza gradualmente. Retornos para avaliar a cicatrização e rastrear sinais precoces de recidiva

Parte do desconforto pós-operatório se sobrepõe aos sintomas de olho seco — por isso a lubrificação ajuda tanto nessa fase.


O que não fazer na recuperação

  • Não esfregue o olho — em hipótese nenhuma, especialmente na primeira semana
  • Piscina e mar: evite por pelo menos 4 semanas
  • Esforço físico intenso: evite por 2 semanas
  • Maquiagem nos olhos: só após liberação médica
  • Não interrompa os colírios antes do prazo, mesmo que o olho pareça bem
  • Sol sem proteção: óculos com filtro UV 400 sempre que sair
  • Direção: só depois que a visão estabilizar e houver liberação
🚨 Procure a equipe sem esperar o retorno se houver: dor forte que não cede com analgésico comum, piora importante da visão, secreção amarelada ou esverdeada, ou se o enxerto parecer deslocado.

Proteção solar: a parte do tratamento que depende de você

A radiação ultravioleta é o principal fator associado ao pterígio — e também à sua volta depois da cirurgia. Em Manaus, com sol intenso o ano inteiro, essa etapa pesa mais do que em outras regiões.

  • Óculos de sol com UV 400, mesmo em dias nublados — de preferência com proteção lateral
  • Chapéu ou boné com aba ao ar livre
  • Colírio lubrificante em ambientes secos, com vento ou ar condicionado
  • Não falte aos retornos — sinais precoces de recidiva são mais fáceis de manejar

As taxas de recidiva por técnica e o que elas significam no nosso clima estão em pterígio tem cura.


Perguntas frequentes

Quanto tempo dura a cirurgia de pterígio?

Com enxerto conjuntival, entre 30 e 45 minutos por olho, em regime ambulatorial — sem internação.

A cirurgia de pterígio dói?

Durante a cirurgia, não — a anestesia local elimina a dor. Nos primeiros 2 a 3 dias pode haver desconforto e sensação de areia, raramente dor intensa. Analgésicos comuns costumam ser suficientes.

Em quanto tempo volto a trabalhar?

Depende do trabalho. Atividades de escritório costumam ser retomadas em 3 a 5 dias. Trabalho ao ar livre, com sol, poeira ou esforço físico, deve esperar pelo menos 2 semanas — e exige proteção ocular ao voltar.

Por quanto tempo o olho fica vermelho?

A vermelhidão faz parte da cicatrização do enxerto. É mais intensa na primeira semana e diminui ao longo de 4 a 8 semanas, com variação individual.

O pterígio pode voltar depois da cirurgia?

Pode. A técnica com enxerto conjuntival reduz muito esse risco em relação à remoção simples, e a proteção solar no pós-operatório é o fator que você mais controla. Veja as taxas de recidiva e o que elas significam em Manaus.

Onde fazer cirurgia de pterígio em Manaus?

O Dr. Diego Mascato (CRM-AM 8807 · RQE 4628) realiza cirurgia de pterígio com enxerto conjuntival autólogo no Julia Herrera Hospital de Olhos, Adrianópolis. Segunda a sexta, 10h–12h e 13h30–19h30; sábado, 8h–12h. Endereço, convênios e agendamento.


Escrito e revisado por

Dr. Diego Lucena Mascato

CRM-AM 8807 · RQE 4628 — Oftalmologista Cirurgião

Graduado em Medicina pela UFAM, com residência em Oftalmologia no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV/UFAM) e fellowship em Catarata e Glaucoma em São Paulo. Realiza remoção de pterígio com enxerto conjuntival autólogo, cirurgia de catarata e tratamento de glaucoma no Julia Herrera Hospital de Olhos — acreditação ONA Nível 3, Manaus – AM.

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Este conteúdo tem caráter informativo e educativo e não substitui as orientações individuais recebidas na consulta. Prazos de recuperação variam de paciente para paciente.

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